O cotidiano das pessoas que lutam para defender a saúde e os direitos dos animais é marcado por uma realidade triste e sombria, frente às conseqüências dos atos violentos praticados pelos seres humanos contra outros seres.
Temos que reconhecer alguns avanços no campo sócio-econômico e cultural no seio da sociedade brasileira, que têm a sua origem vinculada aos movimentos sociais empreendidos pelos diversos segmentos da população, cujas reivindicações levam o governo a criar medidas e transformá-las em políticas sociais públicas.
O mesmo não podemos dizer sobre a questão dos animais, principalmente os domésticos, embora a luta em vários países e mesmo no Brasil tenha resultado em legislações favoráveis aos direitos dos animais, mas que quase nada se aplica à prática, exceto em alguns municípios do Estado de São Paulo e do sul do país.
Em Mato Grosso, nenhum grau de desenvolvimento pode-se observar nesse campo, uma vez que inexistem programas públicos de saúde e defesa dos direitos dos animais domésticos.
Felizmente, há pessoas que amam os animais e sabem o quanto todos têm direito à vida digna com respeito pelas suas espécies e merecem alguém responsável para proporcionar-lhes afeto e bem estar.
Em Cuiabá, são muitas as pessoas que cuidam individualmente de enorme quantidade de cães e gatos e todos lutam com muitas dificuldades para alimentar e oferecer assistência médico-veterinária aos animais. Há quem crie mais de 80 cachorros e 90 gatos.
Outros se organizam em entidades de proteção animal e, mesmo sem recursos financeiros, vêm realizando com a colaboração de poucos donos de clínicas veterinárias e pouquíssimos profissionais da área, o trabalho de recolhimento de animais abandonados em vias públicas, doentes e famintos, colocando-os para tratamento de saúde, que inclui a castração e vacinação e estendem suas ações na luta diária pela conquista de um lar seguro para esses pobres seres.
O ABANDONO E SUA FACE PERVERSA:
Os animais são encontrados nas ruas, com fome e doentes. Por quê?
1. Os proprietários jogam os filhotes fora, em caixas de papelão ou latas; ou amarrados dentro de um saco de lixo.
2. Os proprietários viajam, abandonando seus animais à própria sorte.
3.Os animais envelhecem e são jogados fora, porque só dão despesas.
4. Os animais são expulsos de casa, porque adoecem. E, na ausência de um programa público de saúde animal, os proprietários os descartam, jogando-os nas ruas.
5. Falta de responsabilidade dos proprietários, que abrem os portões e soltam os bichinhos, para darem uma voltinha.
Os mesmos encontram uma cadela no cio e acostumam com a vida fora do lar (contraindo vários tipos de doenças).
...entre outros atos, porém todos configuram crime previsto na Lei Federal n. 9.605/1998.